segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Sobre a TV

"Vem cá, vem ver
Como tem babaca na tv"

Acho graça quando escuto que sou "pseudo-intelectual" só porque não dou funcionalidade àquele aparelho que enfeita minha estante na sala. É, passo batido pela TV sim. Aos domingos então... Ver o quê? Gugu, Faustão, Pânico na TV?
Nada contra quem assiste. Desde que não venha se meter no que eu vejo ou deixo de ver, e pare de me achar intelectual ou o caralho por causa de uma merda de televisão. Todo mundo sabe dessa manipulação barata de opiniões e costumes, mas continuam vendo qualquer merda que passar na tv. Se a Bebel é a estrela da novela das oito, então todo mundo saindo vestido que nem prostituta na rua, ok? Jornal Nacional, se espremer, sai sangue, porque o que cola é noticiar tragédia... Só porque decido virar as costas pra tanta desgraça e futilidade, virei "intelectual".
Vai começar amanhã a oitava edição do Big Brother Brasil. A Globo adora. Fatura milhões em ligações e acessos ao site do programa. O povo adora também - porque quem não adora tá por fora - e ocupa noites vendo os "brothers" se enchendo de festa, comida, bebida, bunda no sol e piscina no calor, e dias votando nos emparedados. E continuam em suas vidas de merda, ganhando seu salário de merda, mas tudo bem, né?
Agora pergunta se lembram em quem votaram pra prefeito, vereador, governador, deputado... Disso ninguém lembra. Não que esteja errado não lembrar dos caras que a gente põe nos cargos públicos pra nos representar e lembrar da mocinha da novela - até porque a gente pode ligar a televisão e ver o rostinho bonitinho dela todo dia, e os deputados só vão trabalhar três vezes por semana (e pra ser sincero, também acho a TV Câmara um saco!). Mas poxa, pra assistir televisão só pra ver quantos morreram nas estradas no fim do ano ou carnaval, ou ver novela e depois ter que "cair na real" e ver que aquilo não tem nada a ver com a vida do brasileiro, então prefiro não ver nada (inclui-se aí, no NADA, os documentários sobre tribos indígenas que não existem mais).
Não sei o que eu quero com isso. E na verdade, é só o que eu penso também. Se você se satisfaz assistindo os especiais de fim de ano da Globo ou as palhaçadas do Pânico na TV, tudo bem. Ninguém vai dizer que está errado. Do mesmo modo que a minha escolha de não assistir a nada disso também não está errada e não deve ser questionada e nem rotulada de "pseudo-intelectual", "intelectual" ou o que for.
A televisão tá aí. Faz parte da vida da gente, querendo ou não. Cada um que escolha o que quer ver, assim como cada um escolhe que cor de roupa comprar, ou que música ouvir, ou o que beber, comer etc. SEM RÓTULOS, porque não somos produtos.
E tenho dito.

2 comentários:

paulinho disse...

É, estar informado de certas coisas, é admissível e necessário, porém, deixar que o manipulem e jorrem em sua cara litros de sanguem, e coisas que revoltam é ser muito idiota.
Pseudo-intelectual, é um termo que não cabe à uma pessoa que, não quer ser mais uma ovelha desse sistema!

AbrAçÃO

TEZ disse...

O texto é bom,porém tenho umas ressalvas q prefiro comentar "pessoalmente"...nada de mais é q gosto de obter algumas respostas instantâneamente.
besos